A INCRÍVEL RECUPERAÇÃO DE NATANAEL
Quem olha o menino Natanael Abatti, 11 anos, olhando apreensivo para uma quadra de futsal não sabe a história de superação pela qual passou em menos de três meses.
Quem olha o menino Natanael Abatti, 11 anos, olhando apreensivo para uma quadra de futsal não sabe a história de superação pela qual passou em menos de três meses. Os molhos dele percorrem toda a quadra e ele não vê a hora de entrar em quadra para chutar uma bola depois de quase três meses e tentar fazer um gol. Natanael foi atropelado no dia 24 de dezembro do ano passado, na rua Saul Brandalise, próximo a Panificadora Rossi. Ele desceu do carro do pai, Natalino, e tentou atravessar a rua na faixa de pedestres quando um carro o atropelou. Ele foi jogado para cima, girou num ângulo de 360º, caiu com o quadril no capô.A sua cabeça quebrou o pára-brisa e ele caiu, quando o carro passou por cima dele. O menino ficou preso sobre o carro e os bombeiros tiveram que tirá-lo com muito trabalho. Natalino assistiu a tudo atônico e viu a aproximação do veículo. Ele gritou para Natanael parar, mas não havia mais tempo para mais nada. A partir desse momento, Natanael começou uma estadia no Hospital São Francisco, em Concórdia. Ele não teve nenhuma fratura, mas teve uma queimadura de terceiro grau no pé e várias escoriações pela cabeça e por outras partes do corpo. O cano de descarga do carro queimou o seu pé esquerdo, quando ele foi retirado de baixo do veículo. O menino ficou internado por 13 dias na UTI do hospital e mais oito dias num quarto comum. Depois, ele passou mais 13 dias num quarto normal em Videira. Conta que não sentia dor nos machucados, mas o pé doía para fazer os curativos. Sua força é grande e vem do interior, porque apenas comenta que contraiu uma pneumonia quando estava entubado na UTI. Natanael começou a bater bola com os amigos numa escolinha no bairro Santa Gema na noite da última quarta-feira. Diz que é bem de leve e para recuperar a musculatura porque se sentiu bem na segunda. Ele participava das escolinhas do Sesi antes do acidente há cerca de três anos e tem o apoio de Natalino para praticar a modalidade. Por enquanto, ele pratica a modalidade em Santa Gema, mas não sabe se vai continuar por lá depois que melhorar. Natanael entrou em quadra e foi para o ataque e pegou na bola algumas vezes dando passes. Os amigos sabem da situação e não chegam forte na marcação. Depois do jogo, ele sentiu um pouco o pé direito e chamou o pai, como não poderia ser diferente,para ajudá-lo.
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